sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Sobre a dignidade !

Foto; Sérgio Santimano - da Série "Caminhos...." 1992-03
Lêr aqui;
http://www.nai.uu.se/events/conferences/nad2009/Henning-Mankell-About-Dignity-NAD2009.pdf

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Leya para João Paulo

João Paulo Borges Coelho - Centro Stefano Franscini, Monte Veritá (Ascona) Simposio Interdisciplinário - 27 Abril - 02 de Maio 2008. Suiza. Foto; Sérgio Santimano.
O escritor e historiador mocambicano João Paulo Borges Coelho foi o vencedor do prémio Leya 2009, no valôr de 100mil euros, com o romance "O olho de Hertros".
Leia mais aqui; www.leya.com

sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

História; 25 de Setembro 1964





Faco desta forma, homenagem aquilo foi um dos maiores momentos da nossa história.; A recusa ao colonialismo-via luta armada.
E faco, com as fotografias deste "fotógrafo-guerrilheiro", Daniel Maquinasse.
"Aquino de Braganca, batalhas ganhas, sonhos a continuar" livro recentemente publicado em mocambique de autoria; Silvia de Braganca.










terça-feira, 22 de Setembro de 2009

PONTO DE CONVERGÊNCIA

Mário Macilau

"Todos os dias antes de Sol surgir, tenho me cruzado com diversos brancos aqui no meu bairro, o que antes não acontecia, eles são simpaticos e alguns residentes daqui que trabalharam na antiga RDA falam alemão com eles... eles até comem o que nós comemos, são até amigos dos nossos filhos, antigamente um branco para nós os de tempo colonial era uma ameaça..."
O que é que eles fazem?
Porquê escolheram exactamente Moçambique?
E o que é que eles acham de nós?
Essas três perguntas focalizam a base deste projecto, como um meio de reconhecr o esforço e o papel dos jovens Alemãos em Moçambique ligados a projectos de solidariedade, intercâmbio e desenvolvimento em geral, este projecto vai dar oportunidades a outros Jovens nacionais, ou a outros que tenham interesse em questões da mesma natureza, no dia 02 de Outubro de ano corrente de 2009 no ICMA.

sábado, 19 de Setembro de 2009

AGENDA !

Foto; Sérgio Santimano;Montepuez;Da série "Cabo Delgado - Uma história fotográfica sobre África 1997".

- Aquino de Bragança recordado em livro.
“AQUINO de Bragança: Batalhas Ganhas, Sonhos a Continuar” é o título da obra de autoria de Sílvia Bragança, a ser lançada no próximo dia 22 do mês em curso, no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissnao. O livro sai sob a chancela da Sociedade editorial Ndjira e será apresentada pelo Professor Doutor José Luís Cabaço.Maputo, Quarta-Feira, 16 de Setembro de 2009:: Notícias
Sílvia Bragança, autora da obra, refere, citada num comunicado de imprensa da Ndjira e enviado à nossa Redacção, que a mesma é antes um conjunto de pensamentos, palavras dispersas, ideias e memórias.
Para o prefaciador da obra, Luís Filipe Pereira, a publicação desta obra “é ainda uma homenagem justa a todos os combatentes das lutas de libertação e a todos que, no pós-independência, deram o seu melhor contributo para a construção de um novo país”.
Aquino de Bragança chegou a Moçambique em 1948, mas pela discriminação racial parte para Portugal e de seguida para França. Em Grenoble e Paris floresciam os debates acalorados nos anos 50.
Aquino conviveu com estudantes, políticos, jornalistas, intelectuais e filósofos,amadurecendo os ideais de liberdade dos povos colonizados.
Aquino de Bragança chegou a ser mais tarde confidente indispensável dos principais dirigentes políticos das ex-colónias portuguesas, como Eduardo Mondlane, Agostinho Neto e Amílcar Cabral.
Até à data da sua morte, Aquino de Bragança mantinha os cargos de conselheiro do Presidente Samora Machel e também director do Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane.
Aquino de Bragança perdeu a vida a 19 de Outubro de 1986, no acidente de Mbzuni, que vitimou, entre outras individualidades, o Presidente Samora Machel.
Com a devida vénia;http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml

O teste da banheira

Foto; Sérgio Santimano; “Caminhos / The Long and Winding Road”2000.
Hospital psiquiátrico

Durante a visita a um hospital psiquiátrico, um dos visitantes perguntou
ao diretor:
- Qual é o critério pelo qual vocês decidem quem precisa ser
hospitalizado aqui? Respondeu o diretor:
- Nós enchemos uma banheira com água e oferecemos ao doente uma colher,
um copo e um balde e pedimos que a esvazie. De acordo com a forma que ele
decida realizar a missão, nós decidimos se o hospitalizamos ou não.
- Entendi - disse o visitante - uma pessoa normal usaria o balde, que é
maior que o copo e a colher.
- Não - respondeu o diretor - uma pessoa normal tiraria a tampa do ralo.
O que o senhor prefere? Quarto particular ou enfermaria?
(Dedicado a todos que escolheram o balde.)
Do meu correspondente em Inhambane!

quinta-feira, 17 de Setembro de 2009


The work of Mário Macilau, Life Goes On, shows one of the hardest realities of life in Mozambique: the people and the days of the people who live in the Hulene Dump site, Maputo.
The Maputo Municipal open pit waste dump site, over thirty years old, is located seven kilometers from downtown Maputo, the capital of Moçambique and its largest city. There is no treatment of garbage to speak of and the Hulene Dump is the only destination of all the garbage that the city produces. Waste burning has been going on continuously in the dump site for over 10 years, representing a serious public health hazard, in particular to those who live in the dump, off the dump.
In the dump, one can find a group of more than 200 people who make a living out of the dump, either by separating and selling recyclables goods, or by living out of whatever they find to be edible or useable. In homage to the a community who makes its living off the city's main garbage dump and in memory of the victims of the floods in 2000, Macilau has carried out this work, taking to the public a sensible insight into this harsh reality.
Those who live from rubbish end up living in rubbish. They end up viewing life as an immense rubbish dump.” Mia Couto

Para mais informações, contactar Centro de Estudos Africanos, Maputo, campus universitário, Universidade Eduardo Mondlane.
Com a devida vénia;http://oficinadesociologia.blogspot.com/

segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

"Banqueiros de olhos azuis"

foto; S.Santimano.Da série "Cabo Delgado uma história fotográfica sobre África" 1997.

A visão económica do presidente Lula, detractor do desregulamento das economias de mercado e da iniciativa privada, foi ecoada pelo público de 20 países numa sondagem da BBC que revela forte apoio em todo o mundo por uma maior intervenção dos Governos na economia.
A sondagem, feita a 22 mil pessoas, identificou um apoio maioritário ao estímulo e regulação governamental da economia em 13 dos 20 países contemplados.
Mas a política de injecções de capital público para salvar os bancos revelou-se mais controversa.
Enquanto uma maioria de inquiridos britânicos se mostrou a favor, mais de 60 por cento dos norte-americanos declarou-se contra, enquanto que na Alemanha, o número dos que desaprovam a intervenção dos Governos para resgatar os bancos da falência ascendeu aos 70 por cento.
Responsáveis
Entretanto, numa entrevista exclusiva à BBC, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que os países ricos do mundo são responsáveis pela actual crise económica global porque não agiram para controlar os seus sistemas financeiros.
Lula da Silva reiterou a sua controversa afirmação de que banqueiros brancos de olhos azuis deveriam ser responsabilizados pela crise.
“O que queria dizer está mais forte hoje do que estava na época. Porque na Europa, muitos países para resolverem o problema da crise, dificultam a vida dos imigrantes, são os pobres do mundo que trabalham no mundo rico, as primeiras vítimas da crise económica”, reiterou.
Segundo explicou “há quem defenda, em campanhas, que se diminuam estrangeiros para que haja mais empregos para os nacionais, em detrimento dos pobres da América Latina, de África e da Ásia.”
Legitimidade
Não são os índios ou negros que devem pagar a conta mas os responsáveis pela crise, os banqueiros de olhos azuis”, sublinhou.
O presidente Lula sugeriu que o G-20, o grupo das economias mais desenvolvidas e emergentes, se tornou um fórum mais eficaz para tentar lidar com os problemas económicos mundiais e que o G8 - o grupo das nações mais ricas, não tinha agora legitimidade.
“A ONU devia ser o fórum para esses debates porque não se pode ouvir apenas aos países ricos, tem que ouvir os países pobres, é preciso ouvir o que pensa a Guiné-Bissau”, explicou.
Para o presidente brasileiro importa, agora, não apenas discutir a crise mas também o desenvolvimento.
“Precisamos aumentar a produção alimentar. É preciso acabar a política 'meramente assistencialista' de dar dinheiro para isto ou para aquilo. É preciso que se construam parcerias com os países africanos para que estes sejam donos do seu nariz”, defendeu.
Fonte: BBC
14 de Setembro de 2009

Violência....eleicões...2009


Em Moçambique, por entre queixas de alegada violência e vigorosos apelos à tolerância, teve início a campanha para as eleições presidenciais, legislativas e provinciais de 28 de Outubro próximo.
Escaramuças no período pré-eleitoral, assim como a desqualificação de vários partidos, provocaram fortes receios de que o processo eleitoral possa vir a ser marcado pela negativa, mas organizações da sociedade civil estão confiantes que ainda é possível evitar tal cenário.
O Presidente da Comissão Nacional de Eleições, João Leopoldo da Costa, lançou no início da campanha eleitoral, um apelo aos cidadãos.
“Qualquer cidadão ou partido político, coligação de partidos políticos ou grupo de cidadãos eleitores proponentes têm o direito de realizar a campanha eleitoral em qualquer lugar do território nacional”, sublinhou.
Invadiram o centro, destruíram os vidros, vandalizaram o interior, destruíram os dísticos, agrediram fisicamente três cidadãos do MDM e puseram-se em fuga.
Ismael Mussa, porta-voz do MDM
Com a devida vénia; http://www.bbc.co.uk/portugueseafrica/

sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

DOCKANEMA


Jornalista espanhol acusa Europa de desinteresse por cinema africano
O jornalista espanhol Javier Tolentino considerou esta Quinta-feira, numa palestra sobre o cinema, que a Europa não se importa com os filmes africanos e defendeu uma maior pujança de cineastas africanos na divulgação de películas realizadas no continente.
A palestra intitulada "E se falássemos de cinema africano", inserido no IV Festival de Cinema Documentário de Moçambique (Dockanema), que arranca hoje, sexta-feira, em Maputo, Javier Talentino afirmou "não ter dúvidas" de que os cineastas e cinéfilos europeus não se interessam por cinema africano, até porque, referiu, a "Europa (também) não se interessa por cinema europeu". Contudo, disse, "os cidadãos de outros países estão interessados em saber o que acontece noutros quadrantes do mundo" e sugeriu, por isso, aos cineastas e espectadores europeus que dediquem uma maior atenção aos filmes produzidos no continente africano. (Lusa)
www.dockanema.org

Opinião

foto; Sérgio Santimano; Da série; "Cabo Delgado-Uma história fotográfica sobre África. 1997

Uma auditoria independente ao processo eleitoral precisa-se !
Um novo foco eleitoral surgiu em Moçambique na sequência da rejeição, por parte da Comissão Nacional de Eleições (CNE), de listas de partidos políticos nalguns círculos eleitorais onde concorriam para as legislativas (nas eleições gerais de 28 de Outubro em Moçambique).
A experiência recente da democracia moçambicana foi paulatinamente
eliminando algumas zonas de penumbra que minavam a gestão eleitoral, melhorando-se a transparência dos processos.
Mas quatro áreas permanecem ainda problemáticas, nomeadamente: o registo dos eleitores; os limites impostos à observação eleitoral; a contagem e apuramento de resultados e o calendário eleitoral.
Cada uma destas áreas contêm problemas que podem comprometer a transparência do processo e afectar a justeza dos resultados; são áreas que têm de ser sanadas para que possamos aperfeiçoar o processo e garantir que as eleições não sejam apenas livres, claras e justas, mas também legítimas.
Uma quinta área de tensão acaba de surgir em cima da mesa: a verificação da conformidade das candidaturas.
Esta é a questão central que está agora a alimentar suspeitas de que o presente processo pode estar a ser manipulado para excluir alguns partidos do pleito – um aspecto de transparência, que desemboca na necessidade de legitimidade, na liberdade de escolha dos moçambicanos.
A verificação da conformidade das candidaturas é um processo que se baseia na interpretação do pacote eleitoral.
A interpretação da lei pode ser feita de maneira parcial, hostil ou mesmo pedagógica. A questão que se coloca é a de saber se todos os passos legais foram esgotados para dar a possibilidade de termos eleições legítimas em Moçambique. Será a legislação sobre a aceitação de candidaturas tão rigorosa que não permite que os partidos resolvam, a tempo, as irregularidades identificadas? Ou estarão os partidos tão desorganizados? Será que a CNE deu tratamento igual a todos os partidos? Será que todos os mecanismos de recurso foram esgotados? Qual é a base legal para exclusão de listas e não apenas de candidatos?
As explicações dadas pela CNE ainda não são satisfatórias. Muitas questões centrais – nomeadamente ligadas à interpretação do pacote eleitoral, aos calendários, à jurisprudência em relação a processos anteriores – estão ainda por explicar devidamente.
Exige-se por isso que a CNE publique urgentemente na comunicação social um relatório detalhado sobre esta fase do processo – com referência à legislação aplicada –, antes mesmo do veredicto do Conselho Constitucional em relação a recursos que tenha recebido.
Uma das formas de recuperar a credibilidade do processo eleitoral e a confiança dos eleitores em relação ao órgão de gestão das eleições é através de uma auditoria independente aos procedimentos que levaram à exclusão daqueles partidos. Se isto não for feito vai pairar na opinião pública o perfume horrendo da parcialidade, a ideia de que em Moçambique nem todos os cidadãos gozam da liberdade de serem eleitos e de escolherem.
Marcelo Mosse, director executivo, CIP (Centro de Integridade Pública)www.cip.org.mz

Novo romance de Adelino Timóteo



"A Virgem da Babilónia"

Maputo (Canalmoz) - O escritor beirense, Adelino Timóteo, lança amanhã, 18 horas, na rua de Arte, Maputo, o seu novo romance: "A Virgem da Babilónia".
De acordo com a sinopse do mesmo, é a história de uma virgem chamada Yara, a qual procede de muito longe, da Babilónia, depois de longa peregrinação, a pé. Com 38 anos ela espera encontrar seu amor da vida, depois de ter passado por sete fortuitos casamentos, entre outros infortúnios, como o sujeitar-se a deixar o seu país a braços com uma guerra. Tendo enfrentado outros reveses, como o casamento por conveniência, saiu com honra.

É na cidade da Beira, território de acolhimento onde se desenrolam outras peripécias da vida dela: um velho de 70 anos irá se apaixonar dela e segui-la até ao fim do enredo.
O velho é um vagabundo, reformado, que em tempos exercera o jornalismo. Ele vive na Babilónia local, chamada Grande Hotel, entregue a indigência, num pequeno quarto, onde vai escrevendo livros, as suas memórias, num ambiente pútrido, com ratos, águas negras e poluição sonora, à mistura. E vai tomando notas dos acontecimentos aqui latentes: prostituição, donzelas negociadas a marinheiros que tudo dão para usufruir do prazer de desfrutar de uma virgem.
Editado pela Texto Editores, "A Virgem da Babilónia", que já está à venda nas livrarias e centros comerciais, se apresenta como um regresso, olhar, aos lugares-comuns do autor, à sua amada cidade. Uma obra que vale a pena ler.
Adelino Timóteo nasce a 3 de Fevereiro de 1970, na Beira. Formado na área de docência em língua portuguesa, não chega a exercer a sua profissão, ingressando em 1994 no Diário de Moçambique, onde dá os primeiros passos no jornalismo. Cinco anos depois vincula-se ao jornal Savana. É actualmente um dos accionistas da IMPREL, Lda e jornalista do Canalmoz e do Canal de Moçambique – Semanário.
A par do jornalismo exerce as artes plásticas e a escrita literária. Em 1999 publica “Os Segredos da Arte de Amar” (AEMO), em 2002 “Viagem à Grécia através da Ilha de Moçambique” (Ndjira), que lhe confere “Prémio Nacional Revelação AEMO”, em 2006 “A Fronteira do Sublime”, Mulungu (2008).
Poemas seus figuram em duas antologias, “Nunca mais e Sábado” (Dom Quixote) e “Colectânea breve da Literatura Moçambicana” (Identidades). Um excerto de seus poemas, “De Veneza ao Peito”, traduzido em italiano, consta da revista “Dis Uguaglianze”. O autor foi homenageado pelo Instituto Superior Politécnico e Universitário (ISPU) em 2004.
Em 1999 venceu o Prémio Anual do SNJ para a sua melhor Crónica Jornalística. De 1994 a 2006 tem participado em workshops e exposições colectivas de pintura com artistas nacionais e estrangeiros. Ainda na pintura se lhe destacam oito exposições individuais.
Com a devida vénia; "Canal de Mocambique"

Muito actual ....

PEGARAM O CARA EM FLAGRANTE ROUBANDO GALINHAS DE UM GALINHEIRO E LEVARAM PARA A DELEGACIA.
* Que vida mansa, hein, vagabundo? Roubando galinhas para ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai para a cadeia.
* Não era para mim não. Era para vender.
* Pior. Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Sem-vergonha!
* Mas eu vendia mais caro.
* Mais caro?
* Espalhei o boato que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos, enquanto as minhas botavam ovos marrons.
* Mas eram as mesmas galinhas, seu safado.
* Os ovos das minhas eu pintava.
* Mas que grande pilantra........
MAS JÁ HAVIA UM CERTO RESPEITO NO TOM DE VOZ DO DELEGADO.
* Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega......
* Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boatos sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiros a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou no caso um ovigopólio.
* E o que você faz com o lucro do negócio?
* Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três ministros. Consegui a exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para os programas de alimentação do governo e superfacturo os preços.
O DELEGADO MANDOU PEDIR UM CAFEZINHO PARA O PRESO E PERGUNTOU SE A CADEIRA ESTAVA CONFORTÁVEL, SE ELE NÃO QUERIA UMA ALMOFADA. DEPOIS PERGUNTOU:
* Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?
* Trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no Exterior.
* E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?
* Às vezes. Sabe como é.
* Não sei não, excelência. Me explique.
* É que em todas essas minhas actividades, eu sinto falta de uma coisa. Do risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isto é excitante. Como agora. Fui pego, finalmente. Vou para a cadeia . É uma experiência nova.
* O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.
* Mas fui pego em flagrante, pulando a cerca e roubando o galinheiro!
* Sim, mas é primário, e com esses antecedentes............

* Texto publicado no Jornal ZERO HORA em 28/08/1992

domingo, 6 de Setembro de 2009

Acordos de Lusaka foram há 35 anos



Eduardo Chivambo Mondlane, fundador e primeiro Presidente da Frelimo!
O PAÍS assinala hoje o 7 de Setembro, data da assinatura dos Acordos de Lusaka, proclamado Dia da Vitória.
Foi precisamente naquela data de 1974, faz hoje 35 anos, que na capital zambiana foram celebrados os Acordos de Lusaka entre o Estado Português e a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), na altura movimento nacionalista que desencadeou a Luta Armada de Libertação Nacional, com objectivo de conquistar a Independência de Moçambique.

quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

Cabo Delgado-1997.






Foto 1-Macomia-2-Ibo-3-Pangane-4-Pemba-5-Pemba. By Sérgio Santimano

terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Como foi possivel.....


A propósito de Anibalzinho, o director do "Magazine Independnte", Salomão Moyana, tem hoje um longo editorial do que extraí a seguinte passagem: "É deveras revoltante ver um Estado inteiro a ser dominado e manietado por um simples bandido. Ou melhor, é deveras preocupante e revoltante ver esse mesmo Estado a ser dominado e teleguiado por um grupo de bandidos, mandantes de Anibalzinho, que possuem o domínio dos pontos fracos dos pouquíssimos dirigentes honestos que o País tem"
Com a devida vénia, http://oficinadesociologia.blogspot.com/

sábado, 22 de Agosto de 2009

Openião 3


Foto; Sérgio Santimano, da série "terra incógnita" Niassa- 2001-2005
AT,
Kanimambo meu irmão por teres passado por cá.
É interessante como tu procuras fugir da história para direito e olhar o mesmo assunto. Direito não é a minha praia, portanto não posso navegar lá. Mas olha que sempre defendi isso. Se andamos a dizer que a lei é igual para todos, então ser libertador não pode ser um escudo para destruírem esta terra que é de todos nós.

Mutisse

Claramente que não Júlio. Ninguém deve ser proibido de enriquecer.
O que digo é que os combatentes deste país não são simplesmente os que pegaram em armas de fogo. Há muitos que traçaram as bases daquilo que é hoje esta pátria amada mas que não foram necessariamente a Tanzânia.
O que acho neste teu “ponto prévio” meu irmão é que ser antigo combatente não pode ser um privilégio para a impunidade.
Sobre “a luta armada e a guerra” é claro que Moçambique seria independente. Olha que concordamos em muitos pontos. Um país como o nosso, as pessoas desta terra, não se podiam dar ao luxo de esperarem pelo destino como sugere Philippe Gagnaux. O homem tem de fazer a história não ficar a espera que ela passe por ele.
A nossa luta teve a importância de desmoronar a estrutura moral colonial e precipitar a revolução de Abril e isso não se pode negar. Não se pode olhar para a criação dos movimentos independentistas simplesmente como um ponto de partida para se assaltar o poder que se previa. É claro que nem todos que se juntaram a FRELIMO eram santos e queriam realmente libertar a pátria amada. Em nenhum grupo tão grande as pessoas podem comungar dos mesmos ideais. Há uns realmente que viam na FRELIMO uma rampa para o bem-estar no futuro, mas não se pode generalizar.

Openião 2


Foto; sérgio Santimano; Da série "terra incógnita", Niassa 2001-2005.
Luta de Libertação Não Libertou o País?

"O vento da mudança está a soprar
por todo o continente [africano].
Gostemos ou não deste crescimento
da consciência nacional,
é um facto político...
Nossas políticas nacionais
terão de considerar isto".

Parte do discursos
do então primeiro-ministro britânico
Harold Macmillan,
proferido em fevereiro de 1960
em Cape Town, África do Sul,




A Anselmo Titos,
meu velho companheiro
de todas as grandes batalhas


Foi como um choque para os libertadores. A luta de libertação não foi determinante para a independência de Moçambique. Philippe Gagnaux disparava assim no debate de Jeremias Langa do domingo.
Olha Anselmo Titos (AT), como podemos olhar para esta afirmação num país em que através da história fomos ensinado a olhar para os camaradas como “os salvadores de uma nação condenada”?
A forma como Philippe Gagnaux olha para a luta de libertação é completamente fria dizendo claramente, Titos, que com ou sem a intervenção dos camaradas Moçambique seria independente.
Deixe-me contextualizar-te isto mano.
Discutia-se a ideia que alguns dos nossos heróis têm de que o facto de terem perdido a sua juventude pelas matas para conquistarem a independência lhes dava o direito de destruírem a nossa pátria amada e acumularem riqueza só para eles.
A negação do papel “determinante” deles para a nossa independência tem, mano, a ver com esta posição e, lhes dizendo isto, penso que é para sobrar a ideia de “não nos fizeram nenhum favor”. E, não nos tendo feito algum favor porque o “destino, levasse o tempo que levasse, estava escrito” eles não têm nenhum direito de nos tornarem mais pobres depois da “suposta libertação”.
Para Philippe Gagnaux, o golpe de estado de 25 de Abril de 1974 foi mais determinante para a nossa independência que a luta de libertação. Portugal, segundo aquele médico/político, sofria mais pressão das grandes potências que dos movimentos nacionalistas de libertação nacional.
Veja Anselmo como Philippe Gagnaux coloca os passos ou pressões ao governo colonial para dar independência a Moçambique: “potencias internacionais e golpe Revolução de Abril de 1974.
É verdade que estamos a falar de um período, quando se cria a FRELIMO, em que sopram os ventos de mudança.
Para Philippe Gagnaux os jovens que mais tarde se tornariam em camaradas se aperceberam desses ventos de mudança e se juntaram para aparecerem na linha da frente no benefício de independência. É desse marcar de posições frontais que Gagnaux encontra explicação de tantas mortes nas fileiras frelimistas.
Olha AT é verdade que não foi a luta armada que decidiu a independência. Em qualquer Estado a vitória de um povo não é determinada por um único fenómeno. Mas tirar o mérito dos velhos guerrilheiros é também não querer olhar as coisas de uma maneira clara e fingir que o mundo é cor-de-rosa quando possui outras cores.
A independência de um estado é determinada por uma conjugação de fenómenos, entre eles, no caso de Moçambique, a luta armada. Mas isto não é para legitimar, de nenhum jeito, o direito de os velhos camaradas delapidarem as riquezas desta pátria amada simplesmente porque perderam a sua juventude nas matas.
É verdade também que com ou sem a guerra de libertação Moçambique seria independente. Mas quanto tempo teria esta terra de heróis de suportar o jugo colonial? Quanto tempo teria de suportar a descriminação clara e aberta com base na cor? Quanto tempo teria de continuar portugueses da segunda no lugar de sermos moçambicanos da primeira por pleno direito?
Mas isto tudo é “se” e eu como historiador não posso me dar ao luxo de me basear nos “ses”.
Mano AT, depois da Segunda Guerra Mundial e o surgimento de fortes movimentos nacionalistas, a manutenção de controlo dos territórios africanos em forma de colónia não fazia mais sentido.
Muitas potências europeias se apercebem dessa mudança da conjuntura mundial e sentem que continuar a dominar os africanos, com todas as ideias nacionalistas que foram surgindo não era viável. Era pôr em causa todo o investimento que fizeram desde a sua corrida pela África. Os preceitos de Conferência de Berlim já não faziam sentido em pleno século XX.
Não era preciso se ser inteligente para, como o antigo primeiro-ministro britânico Harold Macmillan, se aperceber que já sopravam os ventos de mudança em África. Não sei se portugal não se apercebia disso, mas em Moçambique também já sopravam os ventos de mudança. Veja só como se efectua a mudança de discurso de ilustres senhores como Rui de Noronha e os irmãos Albazines que defendiam uma “humanização do colonialismo” para uma invenção de “um país que ainda não existe” por Craveirinha ou a força poética de separação de nação em “deixe passar o meu povo” de Noémia de Sousa.
Olha AT que em “deixe passar meu povo” a poetiza deixa claro que existe um povo destas terras do índico que não tem nada a ver com o português nem da primeira nem da segunda. Há muitos outros artistas, académicos e religiosos que deixam claro para o governo colonial português que “os africanos têm sua própria identidade” que não tem nada a ver com a portruguesa. E surgem, principalmente nas igrejas africanas discursos radicais como “África para os africanos”.
Sopravam já os ventos de mundança nesta pátria nossa.
Para as grandes potências, continuar a manter esse tipo de controlo é impratícavel. As relações internacionais exigiam uma outra postura. A corrida capitalista precisava, como dizia Macmillan, de uma nova directriz política e ignorar isso era no mínimo estupidez.
O que estou a tentar dizer é que o colonialismo do tipo ocupação efectiva depois da segunda II GM estava fora da moda. Era preciso um outro de influencia nos territórios na altura ocupados, o que muitos chamaram de neocolonialismo. O exemplo de influencia em antigos Estados coloniais temos a parceria Chade/França.
A luta armada de libertação nacional que durou 10 anos teve sua influencia em todos os acontecimentos que se seguiram. Ajudou a desgastar a sociedade portuguesa e contribuiu para a revolução de Abril e isso não se pode negar.
A luta dos camaradas contribuiu para a libertação desta pátria mas isso não dá a ninguem o direito de se intitular o senhor abosluto de Moçambique. Nem todos nós podíamos ir a guerra, mas todos nós, de uma ou de outra forma estamos a contribuir para libertar este país de toda forma de colonização.
Aquele abraço meu irmão, por todas as batalhas que travamos a cada dia.
PC

Openião 1


Foto; Sérgio Santimano. Rio Luambala/Niassa 2003

Hora de lutar contra os ‘novos colonos’ !
Philippe Gagnaux coloca os passos ou pressões ao governo colonial para dar independência a Moçambique: ‘potencias internacionais e golpe Revolução de Abril de 1974’” dizes na tua carta.
Para mim, Gagnaux traz a público aquilo que a minoria já sabia – aliás o historiador Issuf Adam sempre transpareceu isso nas entrelinhas dos seus discursos e escritos. Na minha opinião, não vale a pena a sociedade atirar pedra contra Chipande, como alguns politica e cronicamente emocionados o fizeram desde que mais um pequeno barril de pólvora finalmente explodiu – e desta vez pela boca daquele que se suspeita que seja o autor do primeiro tiro, como até ele próprio confessou! É sim, chegado o momento para académicos e intelectuais começarem a reequacionar a nossa História. E você como historiador sabe como deve ser feito.
Deixemos a História como instrumento deste debate e usemos o Direito, como ciência social. Se Chipande diz que um antigo combatente tem o direito de ser rico, nós – a sociedade – não devemos perder tempo para arrancá-los esse direito que me parece o exerce há mais de 3 décadas.
Nisto é interessante que seja um colosso da própria FRELIMO a destapar a lixeira da qual podemos, com algum sacrifício, rebuscar rastos da História. Na verdade, continuo a pensar que Chipande quis tão-somente ser honesto e colocar mãos à palmatória – e está recebendo boa chibatada – para vir a público dizer: abram os olhos para enxergar as causas dos no país haver poucos ricos e muitos pobres, todos como resultado da independência.
Usemos o Direito como a única arma que nos resta: hoje Moçambique não possui a almejada classe média – para tanto lutamos – que tenha o básico recomendado pela Declaração Universal dos Direitos do Homem. Aqui, companheiro Mapengo, dizer que estamos lixados é falta de modéstia pois estamos definitivamente condenados a assistir – o pior é coabitar - com uma dúzia de Chipandes que se tornaram ricos – Mia Couto prefe chamá-los de endinheirados – porque pegaram em armas. Nós – a maioria – afinal, somos pobres por culpa dos nossos pais que não ‘quiseram’ pegar em armas não obstante terem se apercebido que Moçambique estaria livre do jugo colonial? Era esse o sonho de Samora e Mondlane?
O “Zambeze” desta semana cita na sua capa Chipande a dizer que Samora e Eduardo também poderiam ser ladrões. Então os Chipandes estão a dizer que são ladrões? Se sim porque a PGR não os acusa por enriquecimento ilícito? Recordo-me que Jorge Rebelo, falando à OJM no anfiteatro da faculdade de medicina em Novembro2007, se insurgiu contra alguns camaradas: “ onde eles arranjam dinheiro para serem ricos? Foi por causa disso que lutamos?”, interrogou-se aquele antigo combatente e autor do “ Não basta que seja justa a causa …é preciso que a justeza esteja dentro de nós ( In Poesias de Combate”. Concluiu que não admitia que alguns lhe chamasse “ camarada” porque existem muitos desses que militam na FRELIMO em busca de benesses fáceis. A esses todos Rebelo – a quem eu considero o último dedo duro depois de Samora – classificou-os de Xiconhocas, os inimigos que diz não valer a pena lutar contra eles porque estão cada vez se multiplicando e se camuflando em centenas de xicos e xiquinhos que também querem ser ricos em nome dos seus avôs que foram à guerra.
O que devemos debater doravante é: como nós podemos tornar os nossos filhos e netos em herdeiros de riqueza se não já não há Nympines nem colonos europeus para comabter , nem pressão da ONU para Moçambique se tornar mais uma vez independente? E ai , camarada Mapengo, que fazemos mesmo? - Assistir Chipandes a rotarem nas nossas caras ou combate-los como novos colonos?
Anselmo Titos/jornalista/ @VERDADE