quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

NÃO ME LAVEM O ROSTO

Não me lavem os olhos!
Não; já disse não!
Deixai-me ver, sentir, viver tudo em mim mas não me lavem os olhos!
Deixai-me crer por mim
aceitar a realidade
mas não me barrem a caminhada
não me lavem os olhos!
Deixai-me sofrer realidade ao sonhar fraternidade mas... por favor... não me lavem os olhos!

SUKRATO
(Boavista, Cabo Verde, 1951)

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