terça-feira, 30 de março de 2010

Um Mundo Sem Regras

foto; Rio Luambala (Niassa-Mocambique) by Sérgio Santimano. 2003


Em “Um Mundo Sem Regras” Amin Malouf escreve:
“Desde que a Guerra Fria acabou, no final dos anos 1980,… um governo, o dos Estados Unidos da América, viu-se investido, na prática, do papel de autoridade planetária; o seu sistema de valores tornou-se a norma universal, o seu exército tornou-se a polícia global, os seus aliados tornaram-se vassalos e os sues inimigos elementos fora-da-lei.”
“Este processo…realizou-se em pouquíssimos anos diante dos nossos olhos esbugalhados”
“De súbito,…coloca-se a questão do poder e da sua legitimidade a nível planetário”.
“Para que os diferentes povos aceitem a autoridade de uma espécie de «governo global», é necessário que este tenha adquirido aos seus olhos uma legitimidade diferente daquela que lhe é conferida pelo seu poder económico e militar; e para que as que as identidades particulares possam fundir-se numa identidade mais vasta, para que as civilizações particulares possam inserir-se numa civilização planetária, é imperativo que o processo se desenrole num contexto de equidade, ou pelo menos de respeito mútuo e de dignidade partilhada”.
“As populações que se sentem ameaçadas de aniquilamento cultural ou de marginalização política darão forçosamente ouvidos àqueles que apelam à resistência e ao afrontamento violento.”
Enquanto os Estados Unidos não persuadirem o resto do mundo da legitimidade moral da sua preeminência, a humanidade permanecerá em estado de sítio”.
Extraído de um comentário do; http://doismaisdoisigualacinco.blogspot.com/

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