terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Aumento do custo de vida preocupa moçambicanos

Eleutério Fenita ( BBC )
Em Maputo
Em menos de uma semana aumentaram o pão e os combustíveis
Em Moçambique, o custo de vida continua a encarecer por entre fortes protestos do cidadão comum.
No espaço de uma semana foi anunciado o aumento dos preços dos combustíveis e do pão, uma vez mais obrigando milhares de famílias Moçambicanas a voltar a apertar o cinto.
O aumento do preço do pão, em vigor dentro de dias e numa escala que vai até aos 14,3 por cento é atribuído pelos panificadores aos crescentes custos da farinha de trigo.
O dos combustíveis, esse estará relacionado com a actual conjuntura internacional.
Efeito dominó.
É assim que o gasóleo subiu 14 por cento, a gasolina 8,1 e o petróleo de iluminação, ainda bastante comum nas zonas rurais, deu um salto de 19 por cento.
Escusado será referimo-nos ao efeito dominó que este desenvolvimento terá relativamente aos preços de quase tudo o resto, a verdade é que este vai ser mais um apertar de cinto.
Por entre o sarcarmos e o conformismo já há quem diga que de tanto apertá-lo o mais dia menos dias o cinto rebenta.
Numa recolha de opiniões realizada pela BBC, um cidadão afirmou que “isto está a provocar muitos transtornos, o vencimento não chega mesmo assim vou tentar comprar o pão porque os meus filhos querem comer”.
Solução?
Uma mulher diz angustiada “aumenta o preço mas nunca o tamanho do pão ”.
Muitos dos entrevistados concordam que “sem pão a gente não vive, sem combustível também não”, ao que um utente dos vulgos chapas, como são designados os transportes privados de passageiros e carga, responde explicando “que tenho seis filhos e pagar a sua matrícula já é um problema.

Moro na Zona Verde (nos arredores de Maputo) e se o chapa aumentar não sei como será”.
E então qual a solução? Um dos nossos entrevistas diz, meio a brincar meio a sério “vamos fazer greve, deixar de andar de carro chapa e de comer pão”.
Já uma senhora promete que “Vou passar a fazer ‘suji’, que é farinha, açúcar e um pouco de óleo.
Só que não sei se as crianças hão-de aceitar.

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